quinta-feira, 14 de abril de 2011

Saúde e indústria assinam acordo para reduzir teor de sódio em alimentos.

Na data de comemoração do Dia Mundial da Saúde, o governo federal reforça ações para a promoção de hábitos de vida saudáveis. O termo de compromisso – assinado nesta quinta-feira (7) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelas associações que representam os produtores de alimentos processados – estabelece um plano de redução gradual na quantidade de sódio presente em 16 categorias de alimentos, começando por massas instantâneas, pães e bisnaguinhas. 

O objetivo é reduzir o consumo excessivo de sal (cerca de 40% do sal é composto de sódio), que está associado a uma série de doenças crônicas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, problemas renais e cânceres. “Este acordo com a indústria alimentícia representa um passo fundamental para que seja atingida a recomendação de consumo máximo da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de menos de 5 gramas de sal diários por pessoa, até 2020”, diz o ministro Padilha. 

O documento define o teor máximo de sódio a cada 100 gramas em alimentos industrializados. Algumas metas devem ser cumpridas pelo setor produtivo até 2012 e aprofundadas até 2014. No caso das massas instantâneas, a quantidade fica limitada a 1.920,7 miligramas (ou 1,9 grama), até 2012. Isso representa uma diminuição anual de 30%. 

Nos pães de forma, o acordo prevê redução do teor máximo de sódio para 645 miligramas, até 2012, e para 522 miligramas, até 2014; enquanto que, nas bisnaginhas, o limite será de 531 e 430 miligramas, nas mesmas datas. Essas metas estabelecidas correspondem a uma redução de 10% ao ano. 

Está previsto, também, o estabelecimento de metas, ainda em julho deste ano, para o pão francês, os bolos prontos, as misturas para bolos, os salgadinhos de milho e as batatas fritas. Até o fim de 2011, será a vez dos biscoitos (cream cracker, recheados e maisena), embutidos (salsicha, presunto, hambúrguer, empanados, lingüiça, salame e mortadela), caldos e temperos, margarinas vegetais, maioneses, derivados de cereais, laticínios (bebidas lácteas, queijos e requeijão) e refeições prontas (pizza, lasanha, papa infantil salgada e sopas). 

Segundo dados da Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF) 2002/03, o consumo individual de sal, apenas nos domicílios brasileiros, foi de 9,6 gramas diários, o que representa quase o do dobro do recomendado pela OMS. 

ESFORÇO CONJUNTO – O acordo estabelecido entre o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) e a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip) é mais um resultado positivo da articulação e do esforço entre governo e indústria para aperfeiçoar a qualidade dos produtos disponíveis no mercado, como já ocorre no caso das gorduras trans. Essas ações integram o Fórum de Alimentação Saudável e mostra a preocupação do Ministério da Saúde com os padrões alimentares dos brasileiros. 

Entre 2007 e 2010, um acordo entre o Ministério da Saúde e a Abia conseguiu retirar cerca de 230 mil toneladas de gordura trans ao ano dos alimentos processados. Estudo feito pela associação, em parceria com o governo federal, revelou que 94,6% das empresas ligadas à entidade, alcançaram a meta estabelecida em 2007, que limita a 5% de presença de gordura trans do total de gorduras em alimentos industrializados e 2% do total de gorduras em óleos e margarinas. 

Para o presidente da Abia, Edmundo Klotz, o acordo representa "um compromisso entre governo federal e indústria para reunir esforços e trabalhar conjuntamente em ações de fomento à alimentação saudável, equilibrada e nutricionalmente adequada. Desta forma, a indústria se propõe a reduzir gradualmente o uso do sódio em seus produtos a fim de promover melhor qualidade de vida à população". 

No termo de compromisso, o Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), compromete-se a elaborar o Plano Nacional de Redução do Consumo de Sal, a monitorar o teor de sódio nos alimentos processados, a acompanhar as tendências de consumo alimentar da população e a avaliar o impacto da redução desse consumo nos custos do Sistema Único de Saúde e na incidência de doenças crônicas. 


ACORDO ABRAS – O ministro Alexandre Padilha também assinou acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e com a Anvisa, que vão constituir um grupo de trabalho conjunto para definir ações de proteção à saúde e para a promoção de estilos de vida saudáveis entre consumidores e trabalhadores do setor. 

Entre as medidas a serem adotadas, está a adoção de campanhas informativas para o consumo consciente, para a promoção da alimentação saudável e da prática de atividade física, para o controle do tabagismo e a redução do uso abusivo de álcool e outras drogas, para a redução de acidentes de trânsito e estímulo à cultura da paz. 

O acordo estabelece, também, o fomento a programas de atualização dos trabalhadores envolvidos com manipulação, fiscalização e produção de alimentos nestes estabelecimentos e a adoção de políticas internas de controle da qualidade de matérias-primas e seleção de fornecedores. 

http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=12402

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Controle de Qualidade de Alimentos e Saúde Pública

Introdução
Sabe-se que os alimentos podem ter um efeito benéfico ou maléfico sobre a saúde das
pessoas. Portanto, a proteção da saúde pública envolve o controle de qualidade dos alimentos,
antes de serem consumidos. O número e a severidade de casos de enfermidades transmitidos por
alimentos aumentaram muito na última década. Os cientistas americanos estimaram que cerca de
trinta e três milhões de casos de doenças ocorrem anualmente nos Estados Unidos por conta dos
alimentos. Além disto, são inúmeros os casos de doenças crônicas como alergias e neoplasias.
De conformidade com um estudo realizado pela Universidade Emory, estimou-se que 9.000
pessoas morrem anualmente nos Estados Unidos por conta de alimentos danosos.1
No Brasil informações sobre doenças e mortes causadas por alimentos são inexistentes, apesar
do reconhecimento de que o controle de qualidade de alimentos no país é muito pobre, mesmo
quando existe algum controle.2
O conceito de qualidade de alimentos é complexo. No mercado significa um apelo de vendas ou
de economia para o consumidor. Para as revistas de nutrição o conceito de qualidade de
alimentos significa um apelo à boa saúde e para os toxicologistas qualidade quer dizer
segurança, já que os alimentos devem ser inofensivos. A segurança de alimentos tem sido
definida como sendo uma prova razoável de certeza de que os alimentos são sanitariamente
adequados.3 Assim, pode-se dizer que o produto alimentício que põe em risco a saúde não tem
qualidade.
Embora se utilize aqui o conceito de qualidade como uma ferramenta gerencial moderna, que
deve ser parte integral da estrutura gerencial de uma organização, relacionada com o produto ou
serviço, é preciso reconhecer a relação que existe entre qualidade de produto e qualidade de vida
das pessoas. Não esquecer o slogan: “Pessoas de qualidade fazem produto de qualidade”.
Apesar da febre de qualidade, os indicadores sociais no Brasil são suficientes para produzir a
não-qualidade. Desta forma, muitas empresas brasileiras teriam dificuldades de viabilizar um
programa de qualidade, já que os trabalhadores, descontentes com salários e outras preocupações
de atendimento de suas necessidades básicas, passam para o produto os seus sentimentos e níveis
de insatisfação.
Mesmo reconhecendo-se que a medida de qualidade de alimentos seja complexa, não se pode
desprezar o controle de qualidade, considerando a relação que os alimentos têm com a saúde das
B
pessoas. Neste sentido, o melhor sistema de proteção à saúde pública é o que envolve duas
formas de controle, antes que os alimentos sejam consumidos. O primeiro controle deve partir da
responsabilidade da indústria em preparar alimentos que não sejam prejudiciais à saúde das
pessoas. O segundo controle deve ser o monitoramento por algumas agências reguladoras para
assegurar que a indústria está realmente realizando o seu trabalho e, de fato, produzindo
alimentos inofensivos.4
Infelizmente, no Brasil, nem a indústria nem os órgãos de fiscalização, nos níveis federal e
estadual, parecem assegurar a qualidade dos alimentos ou outros produtos em circulação no país.
O propósito deste trabalho é discutir a necessidade de controle de qualidade de alimentos e seus
efeitos sobre a saúde pública.
http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/D4EA53771568FD0603256FB6005EAD6F/$File/NT000A4AB2.pdf

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Manual para auxiliar o Manipulador de Alimentos

O presente manual tem por objetivo auxiliar o manipulador de alimentos a compreender a 
influência dos fatores físicos, químicos e biológicos na qualidade e sanidade dos alimentos e produtos de 
origem animal. 
A preocupação com a qualidade e sanidade do produto, inicia-se na origem da matéria prima, 
passa pela manipulação industrial, artesanal e comercial, segue pelo transporte e completa-se nos setores 
de armazenamento estocagem e exposição para a venda ao consumidor. 
Os hábitos higiênicos como lavar as mãos antes de manipular os alimentos, não tossir e 
espirrar sobre eles, ajudam a impedir a contaminação. Afinal, de nada adianta que os produtores e 
comerciantes ofereçam bons produtos se, o preparo da matéria prima e dos alimentos forem a causa das 
toxiinfecções alimentares. 

Segundo dados do Instituto Pan Americano de Proteção de Alimentos e Zoonoses (INPPAZ), 
pertencente à Organização da Saúde (OPAS) e à Organização Mundial da Saúde (OMS), entre as 
doenças transmitidas por alimentos notificados em vários países da América Central e da América do 
Sul, 40% delas, originam-se no preparo dos mesmos. O que isto significa? Significa que, de cada 10 
pessoas que ficam doentes após a ingestão de um alimento contaminado, em 4 delas, a contaminação 
aconteceu na hora do preparo do alimento. Vale destacar que, as doenças transmitidas por alimentos 
podem ser evitadas conhecendo-se dois pontos: 

♦  Em que etapa da produção ela chega ao alimento 
♦  De que maneira ocorre. 
Assim, torna-se mais simples descobrir e adotar medidas corretivas a serem tomadas para 
evitá-las e eliminá-las. 
O objetivo das Boas Práticas de Fabricação (BPF), Higienização e Sanitização na indústria 
de alimentos, é a preservação da pureza, da palatabilidade e qualidade microbiológica dos alimentos, 
auxiliando na obtenção de um produto de melhor qualidade nutricional e sensorial, garantindo que o 
alimento tenha boas condições higiênico sanitárias, não oferecendo riscos à saúde do consumidor.
http://www.cidasc.sc.gov.br/arquivos%20zip/MANUAL%20MANIPULA%C7AO%20ALIMENTOS.pdf

terça-feira, 5 de abril de 2011

Processos de Produção e Manipulação de Alimentos

-Por onde começar e que cuidados devem ser tomados.

Nos fascículos anteriores você aprendeu o que são as Boas Práticas e como fazer para aplicá-las
no ambiente de trabalho, seja na empresa que produz ou manipula alimentos, seja em sua casa,
onde os alimentos são produzidos para o consumo de sua família ou até para serem comercializados
na rua, através dos vendedores ambulantes de alimentos.
A partir deste fascículo, serão tratados os aspectos de preparação de um alimento, desde o momento
da compra das matérias primas, passando pelo recebimento das mesmas pelos estabelecimentos
que processam ou manipulam um alimento, como fazer para ter um correto armazenamento, as
etapas de pré-preparo (por exemplo a higienização de hortifrutigranjeiros ou o dessalgue das
partes para preparação de uma feijoada), preparo, congelamento, descongelamento, refrigeração
até o momento em que o alimento é entregue para o consumo, seja para o consumidor do seu
estabelecimento, seja para a sua família.
Para a obtenção de alimentos com qualidade e seguros, é importante que os critérios mínimos
estabelecidos sejam cumpridos em todas as etapas produtivas.
Todas as etapas, do recebimento à distribuição, que serão abordadas são muito importantes e
devem ser controladas para se garantir alimentos seguros.
http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/090DA4428BAF417E832574330057D825/$File/Processos%20de%20produ%C3%A7%C3%A3o%20e%20manupula%C3%A7%C3%A3o%20de%20alimentos%205.pdf

domingo, 3 de abril de 2011

Presença de agrotóxicos em leite materno assusta mulheres de MT.


As amostras de 62 voluntárias apresentaram, pelo menos, um tipo de agrotóxico, como o DDE, derivado de um produto proibido desde 1998.

As mães que vivem em Lucas do Rio Verde, norte de Mato Grosso, estão assustadas com uma pesquisa que revelou a presença de resíduos de agrotóxicos no leite materno. Entre elas, a mesma preocupação.
“Uma disenteria [no bebê] e eu não sabia do que era, mas passou. Não sei se era por isso”, conta a dona de casa Lucilene Araújo.
O medo veio com o resultado de uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Mato Grosso em Lucas do Rio Verde (UFMT), a 350 quilômetros de Cuiabá. Foi analisado o leite de 62 voluntárias. Em todas as amostras, foi encontrado, pelo menos, um tipo de agrotóxico, como o DDE, proibido desde 1998. Em 76% das amostras foi detectado o Endossulfam, que deixará de ser usado a partir de julho de 2013.
“Se o nível for bastante elevado, uma das causas dos vários tipos de câncer e de vários distúrbios endócrinos da mulher é causado por este tipo de agrotóxico”, explica Wanderlei Pignati, pesquisador da UFMT.
“Recebi a notícia de que meu bebê estava tomando leite com veneno, foi um choque”, se espanta Osana Terres, que não parou de amamentar Otávio, de 10 meses, mas reclama da falta de orientação.
“Faz pouco tempo que eu peguei o resultado. Perguntei para o médico o que eu tinha que fazer e ele não soube me explicar”, diz Osana.
A pesquisa alerta para o 'mal invisível'. A contaminação por agrotóxicos pode ocorrer por alimentos, água, ar e pelo contato com a pele. O levantamento deixa a população de Lucas do Rio Verde assustada e também de outros municípios que têm a mesma característica. São cidades cercadas por lavouras. As aplicações de agrotóxicos são sucessivas. Só em Lucas teriam sido mais de cinco milhões de litros em 2009.
A Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso informou que o plantio na região segue o mesmo padrão dos países desenvolvido. O Ministério Público informou que vai propor a redução de aplicação de agrotóxicos na região.
 http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/03/presenca-de-agrotoxicos-em-leite-materno-assusta-mulheres-de-mt.html

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Brasil vai monitorar alimentos vindos do Japão.


Objetivo é evitar a entrada de alimentos contaminados por radiação.
Amostras japonesas serão analisadas por dois institutos.

O Brasil vai monitorar a partir de segunda-feira (4) alimentos vindos do Japão, informa nota técnica conjunta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulgada nesta quinta-feira (31). O objetivo das autoridades brasileiras é evitar que alimentos possivelmente contaminados por alto índice de radiação emitida pela usina nuclear de Fukushima, afetada pelo tsunami do dia 11 de março, entrem no país.
http://g1.globo.com/tsunami-no-pacifico/noticia/2011/04/brasil-vai-monitorar-alimentos-vindos-do-japao.html

domingo, 27 de março de 2011

Orgânicos possuem mais nutrientes do que alimentos convencionais


Pesquisa da UFPR revelou que os orgânicos têm mais fibra alimentar, proteína e minerais como ferro e potássio. Eles tinham também menos nitratos e nitritos, que podem ser cancerígenos e provocar má formação.