sábado, 18 de junho de 2011

Bactéria dos 'pepinos assassinos' se espalha na Europa

A Comissão Europeia informou hoje que vários países do bloco registraram casos de contaminação pela bactéria Escherichia coli, mais conhecida por E. Coli. Já são 329 casos na Alemanha, 30 na Suécia, 11 na Dinamarca, 2 na Áustria, 2 na Holanda e 3 no Reino Unido. Pia Ahrenkilder Hansen, porta-voz da Comissão, disse que as autoridades "estão tentando de tudo para manter a situação sob controle" e tentam encontrar as origens do surto.
Na quinta-feira passada, a Comissão Europeia disse que pepinos orgânicos produzidos em duas províncias da Espanha foram os responsáveis pelo primeiro surto na Alemanha. Pepinos produzidos na Holanda e comercializados na Alemanha também estariam sob investigação. A
Espanha nega que seus produtos sejam a origem da contaminação.
O governo alemão montou um gabinete de crise para controlar a disseminação da bactéria, que já teria matado dez pessoas. A mídia local também fala em 1.200 pessoas contaminadas. O Instituto Robert Koch conta 329 casos de contaminação e três mortes. Por causa das mortes, os produtos foram apelidados de "pepinos assassinos" nos locais afetados.
A ministra de Consumo da Alemanha, Ilse Aigner, fará uma reunião de emergência hoje com o ministro de Saúde, Daniel Bahr, e com representantes dos Estados alemães, para discutir o assunto. Não há confirmação oficial do governo alemão a respeito dos números, mas o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças, de Estocolmo (Suécia), descreveu o surto como um dos maiores do mundo, em se tratando de E.coli, e o maior já ocorrido na Alemanha.
Efeitos
A bactéria provoca diarreia, que pode evoluir para a chamada síndrome hemolítica urêmica (HUS, na sigla em inglês), que provoca diarreia hemorrágica e resulta em danos sérios ao fígado - o que, em alguns casos, leva à morte.
O presidente do Instituto Robert Koch, Reinhard Burger, disse que a fonte da contaminação ainda não foi identificada, mas pediu que a população, especialmente do norte da Alemanha, evite comer pepinos, tomates e alface.
Embora a Comissão Europeia tenha dito que os pepinos contaminados foram produzidos na Espanha, Burger afirmou que ainda é cedo para dizer, com certeza, qual é a fonte do surto. As informações são da Dow Jones. 
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,bacteria-dos-pepinos-assassinos-se-espalha-na-europa,725729,0.htm

quinta-feira, 16 de junho de 2011

"Agrotóxicos comprometem a qualidade dos alimentos" 10 de junho de 2011 Da Página do MST


A plenária final do fórum permanente contra os agrotóxicos, realizada
na Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso
(UFMT) em 3 de junho, no município de Cuiabá, no Mato Grosso, lançou
uma moção para denunciar que "o uso e o nível de agrotóxicos, como
fruto deste manejo sem ética, compromete a qualidade dos alimentos".

Abaixo, leia o documento.

Moção pela vida e contra os agrotóxicos


Na aurora das ciências e avanços teconlógicos, a humanidade ainda não
inventou algo que substitua o alimento necessário ao bom funcionamento
do organismo. Após o paleolítico, ocasião em que o Homo sapiens deixou
de ser nômade e passou a ser agricultor (8000 a.C.), inúmeras
transformações ocorreram em função do poder instituído na humanidade,
afetando as águas, as terras, o fogo e os ares.

Adotando um modelo desenfreado de desenvolvimento, numa visão
imediatista de lucro da minoria, testemunhamos a exclusão social e as
injustiças ambientais que assolam o mundo. Sob o falso discurso de ser
celeiro da humanidade, grande parte dos alimentos produzidos pelo
agronegócio mato-grossense serve para refeição às vacas holandesas.

O uso e o nível de agrotóxicos, como fruto deste manejo sem ética,
compromete a qualidade dos alimentos para o consumo humano e animal,
provoca poluição, corrobora com as mudanças ambientais negativas,
provoca competições desonestas, aumenta cada vez mais o abismo entre
ricos e pobres e até impede que agricultores da agroecologia mantenham
sua produção sadia e certificada. A insustentabilidade da vida
mato-grossense não é somente instituída pelo governo, como estimulada
essencialmente pelo manejo agrícola mecanizado e baseado em
agroquímicos.

Para a defesa da sustentabilidade instituinte e planetária, os
participantes deste fórum permanente contra os agrotóxicos e pela
vida, manifestam-se:

* Pela defesa do código florestal como parte da sustentabilidade
planetária, que não tenha meramente um interesse econômico, nem seu
objeto e muito menos o final almejado;

* Por um zoneamento participativo, discutido e proposto no bojo do
Grupo de Trabalho de Mobilização Social e que favoreça a agricultura
familiar e a valorização do mapa social;

* Pelo repúdio aos megaprojetos de hidrelétricas como Belo Monte, além
das inúmeras PCH que destroem a natureza e a cultura e, assim, também
pela suspensão de qualquer obra que venha prejudicar a integridade
ambiental e também dos povos do Pantanal, com a imediata retirada do
projeto de hidrovia Paraguai-Paraná do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC);

* Pela concordância da “Moção contra o uso dos agrotóxicos e pela
vida” aprovada durante a realização do V Congresso Brasileiro de
Ciências Sociais e Humanas em Saúde (São Paulo, USP, 20 de abril de
2011) em seus tópicos: Proibir a pulverização aérea de agrotóxicos,
tendo em vista a grande e acelerada expansão desta forma de aplicação
de venenos, especialmente em áreas de monocultivos; Suspender as
isenções de ICMS, PIS/PASEP, COFINS e IPI concedidas aos agrotóxicos;
e Elaborar e implementar um conjunto de Políticas Públicas que
viabilizem a superação do sistema do agronegócio e a transição para o
sistema da Agroecologia;

* Pela defesa da autonomia das ciências éticas, que metodologicamente
se inscrevem na soberania científica e essencialmente no compromisso
político dos cientistas, seja na área da saúde, ecologia, educação,
sociologia ou qualquer outra área do conhecimento e, portanto, repúdio
a todo tipo de represália às pesquisas que evidenciem os danos
causados pelos agroquímicos; (Pela valorização das pesquisas que
evidenciem os danos causados pelos agroquímicos e proteção dos
cientistas);

* Pela criação de programas de pesquisa sobre os impactos dos
agroquímicos na saúde, no meio ambiente e nos alimentos e consequente
análise de resíduos nos produtos do agronegócio exportador, além do
apoio às vítimas de contaminação;

* Pela sensibilização dos conselheiros municipais de saúde, em
especial o segmento dos usuários, quanto aos impactos na saúde e no
meio ambiente, provocados pelo uso de agrotóxicos;

* Pela defesa dos Direitos Humanos, em especial ao estudo e
intervenção da Comissão Pastoral da Terra (CPT) sobre as ameaças de
morte em MT e erradicação imediata do trabalho escravo e da violência
instituída no campo;

* Pela defesa das vidas dos povos e comunidades tradicionais e grupos
sociais vulneráveis, como os povos indígenas, quilombolas, pescadores
artesanais, artesãos, agricultores familiares, retireiros do Araguaia,
seringueiros, trabalhadores do carvão e tantos outros grupos
marginalizados pelo poder econômico;

* Pela justiça socioambiental do campo e pela liberdade e autonomia
dos sindicatos dos trabalhadores rurais na luta pela vida, e o nosso
repúdio às ameaças de morte aos que combatem os agrotóxicos;

* Pela responsabilização legal e penal daqueles que utilizam os
agroquímicos, assumindo os riscos das externalidades advindas de seu
uso no meio rural e urbano;

* Pela proibição, no Brasil, da propaganda e uso de agrotóxicos já
proibidos em outros países (especialmente na Europa) e sua equiparação
à mesma condição de outras substâncias perigosas, com transporte e uso
controlados; Por propagandas na mídia de massa que mostrem os males
causados por agrotóxicos nas pesquisas feitas durante os últimos anos,
que equiparam-nos às drogas tóxicas;

* Pela defesa das zonas de amortecimento ao redor de vilas, cidades,
terras indígenas e unidades de conservação em regiões agrícolas;

* Pelo apoio efetivo e oficial aos agricultores familiares na
conversão para modelos de agricultura de base ecológica;

* Pela elaboração de políticas públicas (nos níveis municipal,
estadual e federal) que viabilizem a agroecologia;

* Pela defesa e valorização da agricultura familiar, considerando sua
autonomia das sementes e técnicas tradicionais;

* Pelo direito a um ambiente limpo, livre de agrotóxicos e
transgênicos em que as populações com seus direitos velados tenham
condições de justiça;

* Pela defesa ampla, irrestrita e permanente da biodiversidade e de
todos os elementos que tecem uma humanidade ética, socialmente
inclusiva e ecologicamente protegida.

PELA DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS E DA TERRA!http://www.mst.org.br/node/11956

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Blitz revela produtos que pesam menos do que diz a embalagem.


O Ipem não fiscaliza qualidade de alimentos. Cuida só de pesos, medidas e embalagens. Na maior parte dos itens reprovados, faltavam poucos gramas.
O Fantástico acompanha uma megablitz nos supermercados de São Paulo e descobre que muitos produtos pesam menos do que diz a embalagem. 

domingo, 5 de junho de 2011

Monitoramento do teor de iodo do sal para consumo humano

A iodação do sal tem sido recomendada como principal medida de saúde pública para a prevenção e controle dos Distúrbio por Deficiência de Iodo (DDI) por ter uma aplicação segura e apresentar uma relação custo benefício satisfatória. A implementação da iodação do sal como política pública tem sido endossada pela Organização Mundial de Saúde e em fóruns internacionais, como a Conferência Internacional de Nutrição realizada em Roma (1992).

De acordo com a Resolução RDC nº 130 de, 26 de maio de 2003, somente será  considerado próprio para consumo humano o sal que contiver teor igual ou superior a 20 (vinte) miligramas até o limite máximo de 60 (sessenta) miligramas de iodo por quilograma de produto.

Quando se adota essa medida de saúde, o monitoramento do teor de iodo no sal destinado ao consumo humano torna-se crítico para a efetividade e sustentabilidade dos programas que objetivam a eliminação virtual dos DDI. Esse monitoramento tem por objetivo verificar se a iodação do sal está sendo realizada de forma segura e sob rigoroso controle e, além disso, avaliar se o sal oferecido à população é capaz de fornecer a quantidade necessária de iodo para prevenir e controlar os DDI sem risco de ocorrência de doenças associadas ao consumo excessivo deste micronutriente.

No desenho institucional do Pró-Iodo, o monitoramento da segurança e do controle da etapa de iodação do sal ocorre por meio da realização de inspeções sanitárias nos estabelecimentos beneficiadores de sal e pelo monitoramento do teor de iodo em amostras de sal.

No que tange à avaliação dos teores de Iodo do sal ofertado à população, esse monitoramento é executado em dois momentos: no nível industrial, na ocasião das inspeções sanitárias, e no comércio, por meio de ações fiscais desenvolvidas com esse propósito específico.

No ano de 2010, foi constatado que 95,3% do sal comercializado no país apresentaram teor de iodo satisfatório.

http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/home/alimentos#

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Hortaliças in natura ou minimamente processadas em unidades de alimentação e nutrição: quais aspectos devem ser considerados na sua aquisição?

Objetivo
O objetivo do estudo foi avaliar as perdas ocorridas no processamento de hortaliças in natura, comparar o
custo da aquisição de hortaliças in natura e das minimamente processadas e discutir as vantagens e desvantagens
da utilização destas últimas.
Métodos
Foram calculados fatores de correção de sete hortaliças por meio da determinação do peso bruto e do peso
líquido em triplicata e o peso aferido por balança digital. Foram calculados média, desvio-padrão e coeficiente
de variação. Os custos do peso bruto, considerando a correção pelo seu rendimento líquido, foram comparados
aos custos das hortaliças minimamente processadas fornecidos pelo fabricante em dois períodos.
Resultados
Os valores da abobrinha, cenoura, chuchu e mandioquinha minimamente processados foram, respectivamente,
8,6%, 14,1%, 4,6% e 13,5% menores em relação ao custo do alimento bruto no tempo 1, mas isso não se
repetiu no tempo 2, quando os alimentos in natura apresentavam menor custo.

Conclusão
Conclui-se que inúmeros fatores inerentes ou externos aos alimentos influenciam diretamente na magnitude
das perdas durante o processamento. Os métodos de trabalho e objetivos finais de cada unidade produtora é
que devem definir qual produto é o mais vantajoso, considerando que os custos são variáveis, uma vez que a
produção pode ser comprometida pela sazonalidade e pela oferta e procura dos alimentos, com repercussão
na gestão de qualidade da unidade.
Termos de indexação: Abastecimento de alimentos. Alimentação coletiva. Gestão de qualidade. Hortaliças.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Embrapa recomenda alternativas para manejo de praga do morangueiro

O cultivo do morango se concentra nas regiões Sul e Sudeste, com destaque para os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Para a produção de morangos com qualidade, o manejo de insetos e ácaros pragas é fundamental devido aos grandes prejuízos causados por estas espécies no cultivo. Dentre as principais pragas da cultura destaca-se o ácaro-rajado que reduz a produção de frutos podendo causar a morte das plantas.
O controle do ácaro-rajado normalmente é feito com o emprego de acaricidas sintéticos que tem selecionado populações resistentes ampliando a necessidade de pulverizações adicionais e ou aumento na dose aplicada. Como a colheita do morango é realizada praticamente todos os dias, uma das principais restrições ao uso dos acaricidas sintéticos é o período de carência que pode chegar a 14 dias. Esta situação tem sido uma das causas das inconformidades em relação à presença de resíduos de agrotóxicos na cultura.
A Embrapa recomenda a utilização de métodos alternativos para o manejo do ácaro-rajado na cultura do morangueiro, com destaque para o emprego de agentes de controle biológico, no caso dos ácaros predadores, e produtos naturais, à base de azadiractina. Na avaliação da empresa, o emprego destas tecnologias que permitem manejar as pragas do morangueiro minimizando os impactos negativos ao ambiente e evitando a presença de resíduos tóxicos nos frutos.
O uso isolado da azadiractina (substância retirada principalmente da semente da árvore de nim) ou a associação do produto com ácaros predadores tem reduzido significativamente os prejuízos causados pelo ácaro-rajado na cultura. A azadiractina também tem sido eficaz no controle de outras pragas da cultura como os pulgões.
Segundo o pesquisador, Marcos Botton,, a disponibilidade destas duas tecnologias, que podem ser utilizadas de forma isolada ou conjunta, são ferramentas fundamentais para o manejo de pragas na cultura permitindo a produção de frutas de qualidade e sem resíduos tóxicos. A expectativa da equipe envolvida no projeto é retirar o “rótulo” de o morango ser um produto envenenado devido aos resultados das inconformidades quanto à presença de resíduos tóxicos, tornando a fruta um dos alimentos preferidos pelos consumidores. Para assim, valorizar ainda mais o trabalho dos produtores envolvidos com o cultivo que tem como base a mão de obra familiar.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Panelas Ideais

Depois que o leite materno deixa de ser a principal fonte de alimento, as panelas passam a fazer parte da vida de qualquer mortal. Mesmo sendo objeto indispensável no preparo de alimentos, ele não recebe tratamento à altura de sua importância. Tirando quem é da área, como cozinheiros, gourmets e nutricionistas, poucos se preocupam. Mas o cuidado deveria chegar a todos. Existem componentes nas panelas que fazem mal à saúde e podem passar para o alimento na hora do preparo.
”Nós, consumidores, estamos expostos a vários tipos de contaminação ambiental, que inclui água, alimentos e também panelas. Os efeitos negativos provêm de quase todos os materiais”, adverte Jaime Amaya-Farfan, bioquímico e cientista de alimento da Universidade de Campinas (Unicamp). Segundo ele, a maioria dos materiais são considerados não-tóxicos e, a curto prazo, não trazem dano à saúde. ”O problema é que quando chega a produzir efeito a pessoa não sabe de onde veio”, explica.
A nutricionista Késia Diego Quintaes, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, resolveu desvendar a relação das panelas com a saúde. O resultado da pesquisa estará no livro Por Dentro das Panelas, com lançamento previsto para o ano que vem. Os estudos dela começaram com uma tese de mestrado sobre panelas de pedra-sabão. Agora, ela faz doutorado para relacionar a contribuição nutricional dos utensílios de ferro e de pedra-sabão com a saúde e a qualidade das panelas de inox nacionais.
Na hora de escolher a panela é preciso observar três qualidades: a saúde, a praticidade e a funcionalidade. ”Deve-se levar em consideração se as pessoas que irão consumir os alimentos preparados nesses utensílios têm carências nutricionais, alergias ou outras patologias”, ensina Késia.
As panelas de ferro, por exemplo, são indicadas para famílias com carência de ferro. Esse tipo de panela deve ser reservada para o preparo de ensopados, refogados e molhos. No caso de frituras, seu uso é desaconselhável, por favorecer a deterioração do óleo.
Pessoas com insuficiência renal crônica devem evitar panelas de alumínio. As de aço inox devem ser evitadas por pessoas alérgicas ou que tenham sensibilidade ao níquel. Segundo Késia, utensílios de cobre sem revestimento devem ser evitados sempre. ”Jamais usar utensílios fabricados com propósito decorativo no preparo e estocagem de alimentos”, adverte.
A chefe de cozinha do Palácio do Planalto, Roberta Sudbrak, acredita que para escolher uma panela é preciso levar em consideração a saúde, mas também a aparência, a durabilidade e a praticidade. ”A panela de inox reúne todas essas qualidades”, diz.
Em casa, as preferidas de Roberta são as de pedra-sabão. ”Elas retêm muito calor e deixam os alimentos com sabor de comida caseira”, ensina. Segundo ela, o ideal é usar a mesma panela para o preparo exclusivo de feijão, outra para arroz e outra para ensopado. ”Porque quanto mais a panela é usada, mais ela absorve o sabor que fica impregnado na parede.”
Além de ter cuidado na hora de comprar, também é preciso saber utilizar e manusear as panelas. O inimigo número um da saúde são esponjas de aço – popularmente conhecidas pela marca Bom Bril. O atrito da esponja na panela aumenta as chances de materiais como alumínio passarem para os alimentos. O ideal é deixar as panelas de molho ou usar água quente.
Panela esquecida no fogo é outro grande perigo. O alumínio e o teflon, por exemplo, evaporam. ”Se a pessoa estiver perto da panela pode absorver o vapor do alumínio, que vai direto para o pulmão”, explica Amaya-Farfan.
ESCOLHA A PANELA CERTA
COBRE
A grande vantagem do cobre é ser um metal mais resistente à corrosão. Na culinária, conquista pela beleza e transmissão rápida de calor de forma homogênea. ”Mas o cobre migra para qualquer alimento que entre em contato, especialmente os mais ácidos”, explica a nutricionista Késia Quintaes. Segundo ela, pequenas quantidades deste metal podem produzir náuseas, vômitos e diarréia. Já a ingestão contínua de quantidades maiores de cobre pode causar dano renal, alterações osteoarticulares, dores nas juntas e até lesões cerebrais, demonstradas em tomografia computadorizada. Por isso, os utensílios culinários devem ter a a superfície interna revestida com politetrafluoretileno (PTFE), titânio ou aço inoxidável.
ALUMÍNIO
As panelas de alumínio são as mais comuns e as mais baratas. Mas também são as que causam mais polêmica. Há três décadas, pesquisadores levantaram a suspeita de que a ingestão do alumínio estaria relacionada com a incidência dos males de Alzheimer e de Parkinson. Até hoje, o material continua em estudo. ”Entretanto, há mais de 50 anos foi verificada a migração do alumínio dos utensílios culinários para alimentos ácidos ou alcalinos”, diz Késia. Segundo ela, ficou comprovado que átomos de alumínio podem desencadear diferentes processos metabólicos associado à doenças do sistema esquelético, neurológico e hematológico (do sangue). Pesquisas mostram que a migração do alumínio é maior em panelas de pressão do que em panelas normais ou em fôrmas de bolo. Na limpeza é indicado o uso de bucha macia ao invés de esponja de aço. ”Quando o material é polido, há remoção da camada de óxido de alumínio, que dificultava a passagem de alumínio para a comida”, explica Jaime Amaya-Farfan, bioquímico e cientista de alimento da Universidade de Campinas (Unicamp).
INOX
É a mais usada na cozinha profissional. ”Por ter fundo triplo, atinge altas temperaturas mais rapidamente, além de ser uma panela resistente e de aparência bonita”, explica Roberta Sudbrak, chefe de cozinha do Palácio do Planalto. O aço inoxidável, conhecido popularmente como inox, é composto por ferro, cromo e níquel. Demora a esquentar, mas também a esfriar. No Brasil não há dados que comprovem a transferência dos componentes do inox para a comida. O aconselhável é não escovar a panela com esponja de aço. No polimento forma-se uma camada protetora de óxido que ajuda a imperdir que os metais passem para os alimentos. ”O níquel em pequenas quantidades pode até ser útil ao organismo, mas o excesso tende a afetar o sistema nervoso”, explica Amaya-Farfan.
FERRO
É ideal para grelhados de filé e peito de frango e também para a saúde. Os panelões de ferro, de cor escura e muito pesados, são bastante tradicionais em Minas Gerais. O uso regular destes panelões foi relacionado com a prevenção e ao tratamento da anemia. ”Muito antes que a ciência pudesse comprovar a eficácia deste procedimento”, afirma Késia. O uso da panela é também indicado para vegetarianos, mulheres em idade fértil e crianças.
VIDRO
As panelas de vidro são as únicas que não transferem qualquer resíduo para a comida. O material é obtido por um processo de congelamento de líquidos superaquecidos. O maior atrativo do vidro é a beleza e a transparência que permite ver o processo de elaboração dos alimentos. A facilidade da limpeza é outro ponto positivo. Mas o preço e fragilidade do material pesam na escolha.
Para Roberta, a panela é pouco prática, deixa a comida com gosto artificial e não dá um dourado bonito na fritura de carnes. ”Além disso queima a mão. Também não é possível ter controle da comida porque ela retém calor de forma esquisita – de baixo para cima”, reclama.
CERÂMICAS
As panelas de cerâmica, principalmente as de barro com superfície marrom brilhante, devem ter selo de qualidade que garanta que não são usados compostos à base de chumbo. É comum encontrar em países pouco desenvolvidos produtos cerâmicos elaborados com óxido de chumbo na vitrificação. O chumbo é facilmente dissolvido no alimento, especialmente os ácidos. Saladas, frutas ácidas ou fermentados em contato com esse material podem ficar contaminados com componentes pesados como chumbo, mercúrio e cádmio. A intoxicação por cádmio traz problemas respiratórios, bronquite e hipertensão. O organismo incorpora o chumbo que é altamente tóxico, especialmente em crianças. ”O chumbo se deposita no osso em grandes quantidades como se fosse cálcio, o que produz um envenenamento generalizado”, explica Amaya-Farfan. Os danos são diminuição da capacidade mental. ”A criança se torna incapaz de compreender as matérias na escola. Também não consegue dormir à noite porque escuta barulho no intestino. Nesse caso é necessária intervenção médica”, diz. Nos adultos o chumbo provoca anemia. Os sintomas aparecem em crianças, após um ano de uso da panela; em adultos, quatro anos. O ideal são panelas de barro ou de cerâmicas ofuscadas.
TEFLON
O composto antiaderente atrai cozinheiros pela praticidade na limpeza e por ser dispensável o uso de gordura. A descoberta de um revestimento antiaderente em 1938 chegou às cozinhas americanas na década de 60 e provocou uma revolução de conceito de panela prática. Atualmente, as panelas mais modernas são denominadas de teflon II por serem revestidas com primer (substância usada para ligar o teflon ao alumínio). O novo revestimento impede que o material passe para o alimento quando o teflon descasca. A maior preocupação com a panela é ecológica. Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriram que o teflon se corrompe quando esquentado a temperaturas de 200 a 500 graus centígrados. ”O que pode acontecer com uma panela esquecida no fogo”, explica Amaya-Farfan. A evaporação do teflon origina gases CFC, responsáveis pela destruição da camada de ozônio.
ESMALTADA
As panelas esmaltadas atraem pela beleza, mas podem fazer tão mal quanto às de cerâmica vitrificada. ”O esmalte usado pode conter elementos tóxicos como o chumbo e os decalques na superfície interna, os quais podem conter cádmio ”, adverte Késia. É desaconselhável o uso de utensílios antigos (fabricados antes de 1980) tanto esmaltados quanto os de cerâmica. A pesquisadora também diz que é preciso ter cuidado com utensílios pintados à mão, que vão desde colheres, facas, recipientes culinários, entre outros. Algumas tintas são à base de chumbo, que pode ser transferido para o alimento. É desaconselhável o uso de utensílios antigos, de antes de 1980 – tanto esmaltados quanto de cerâmica.
PEDRA-SABÃO
A natureza antiaderente e a capacidade de reter calor por muito tempo são as características mais atrativas. Segundo Késia, esse utensílio libera quantidades expressivas de elementos nutricionalmente importantes como cálcio, magnésio, ferro e manganês.A panela é comprada ”crua”, por isso a cor dela é clara. É um utensílio que libera quantidades expressivas de elementos nutricionalmente importantes, como cálcio, magnésio, ferro e manganês